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terça-feira, 25 de agosto de 2009

ESSE VAZIO...




Você já levantou da cama um dia e sentiu falta de algo que não sabe explicar o que é, parece que seu peito está oco? Pois é, essa é uma sensação que me persegue, virou quase uma companheira indesejável.

Essa sensação de vazio vai minando você por dentro. Eu finjo que ela não está lá, que não existe, que é por causa disso, daquilo, mas têm horas que acabo sucumbindo por não saber em que buraco enfiar essa maldita sensação, até porque ela é próprio buraco!

Têm certos dias que tudo parece perder o sentido. Seu trabalho não é o que você deveria ter escolhido. As pessoas se tornam insuportáveis, mesmo aquelas que lhe são agradáveis. Vem a vontade de fazer uma faxina na vida. Jogar fora o que presta e o que não presta, detonar tudo para começar do zero.Ou simplesmente dá vontade de chorar, espernear, pedir colo, dizer que odeia, não falar nada bonito.

Queria muito encontrar respostas para essa sensação de vazio, ela tá sempre lá me espreitando, como uma cobra venenosa esperando o momento certo...um alien devorando a gente por dentro...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

SENSAÇÕES ESTRANHAS




É comum ouvir pessoas dizerem que sentem calafrios, um mal estar generalizado, vontade de chorar sem motivo, perturbações inexplicáveis e mesmo que ouvem vozes, tem visões que não compreendem.

Procuram médicos e não encontram explicações, fazem exames que nada indicam e vivem em buscam de orientações com pessoas e lugares que mais confundem que esclarecem.

Aí surge a clássica pergunta: isso é mediunidade?

Ou também aparece a afirmativa, trazida por informação precipitada, que a pessoa precisa desenvolver a mediunidade.

Ora, vamos por partes.

Mediunidade é uma disposição orgânica, sem exclusividade para religião, idade, sexo e mesmo postura moral ou intelectual.

Ela é uma faculdade neutra e permite o intercâmbio ou sintonia com os espíritos, ou seja, pessoas que já deixaram o planeta pelo fenômeno biológico da morte.

Tais sintomas podem sim significar o desabrochar da faculdade mediúnica.

Porém, não se pode nem se deve generalizar.

Muitas daquelas sensações podem ser provenientes do estado emocional da pessoa, de conflitos familiares, de distúrbios psicológicos e até mesmo, é claro, podem provir de enfermidades físicas mesmo não detectadas pelo profissional ou tratamento utilizado.

Como também pode ser uma sensação absolutamente transitória de diversas origens e que o tempo resolve.

Esgotadas as possibilidades e permanecendo os sintomas, aí sim é viável estudar a questão e verificar a hipótese de sensibilidade mediúnica.

Isto se faz pela observação, pelo estudo, pelo conhecimento da questão.

E desenvolver a mediunidade nada mais é que educar o seu uso para que seja utilizada com equilíbrio e retidão moral.

Para esclarecer-se sobre o assunto busque pessoas de reconhecida idoneidade, grupos sérios e confiáveis.

E não tema. Não há nada de errado. Um estudo atento dos sintomas e sua freqüência, o exercício acompanhado por pessoas sérias e particularmente a perseverança, confiança em Deus e seriedade da pessoa envolvida levarão a determinar o que realmente ocorre.

Diante, porém, de enfermidades diagnosticadas, nunca dispense o tratamento médico.

Cada coisa em seu lugar.

Mediunidade não é enfermidade, é oportunidade de auxílio ao próximo. Havendo enfermidade, porém, procure o médico

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

CRISE DOS 25 ANOS....

Parece incrível mas ninguém fala das crises intermediarias. Só citam a famosa crise dos 30 anos, quando você vira uma balzaquiana , ou ainda a inevitável crise dos amedrontadores 40 anos. Mas e as crises intermediarias? A dos 25 anos, 35 anos são as piores, pois todo mundo abafa e você se sente uma louca por estar se sentindo desse jeito.
Achei esse texto muito interessante e bem realista , vale a pena ler e refletir se você tem 25 anos ou qualquer outra idade, porque tem certas coisas que não mudam com o tempo.....rs.rs.rs.

Você chegou aos 25 anos e se sente um ET? Com certeza não será a primeira e nem a ultima.Quando você chega aos 25 anos, já não bastasse a terrível sensação de que o tempo tá escoando pelas mãos e as suas próprias cobranças sobre seus sonhos e metas, ainda tem os outros... família, amigos, colegas de trabalho, etc. Todos te questionando alguma coisa, e fazendo você ficar um pouco mais careca. Os temas são sempre variados e, por mais que você tenha conquistado várias coisas, sempre tem um ponto certinho para pisar no seu calo, sempre tem um ponto fraco.
- Carreira e faculdade
Se você ainda não se formou na faculdade, está arrancando os cabelos. Todos os seus amigos estão se formando e outros até já estão no mestrado... e você alí, firme e forte catando cavaco. Você pensa que deve ter alguma coisa errada com você: ou você é muito burro, ou você tem problemas - dislexia, paranóia ou alucinações quando vê aquele professor e começa a entrar em um tunel escuro com uma luz violeta lá no final, que gira na velocidade da voz dele. Aí você pensa se deveria largar o trabalho pra se dedicar melhor, se devia voltar pra casa dos pais, se devia sair correndo, se... se... se...Se você se formou, menos pior... a cobrança vai ser pra você arrumar um emprego que te deixe milionário do dia pra noite. Seu futuro mal começou e já começou pilhado. Aí tem o mestrado também.. faço ou não faço, onde eu faço, desisto de tudo e vou fazer veterinária, pulo de uma ponte ou vou de mochilão mtv para o exterior?
- Relacionamentos
Pronto. A festa está formada. É a forma de tortura preferia daquela sua tia inconveniente.Se você tá sozinha, é a "tadinha". Todo mundo olha pra você e se pergunta "mas gente, porque fulaninha não arruma um namorado...?". Todo mundo acha que você tá ficando velha e precisa desencalhar logo. Amigas arrumam fitas mirabolantes. Famílas ficam maquinando em suas mentes maquiavélicas um encontro com aquele ex seu ou com o sobrinho-da-tia-da-sogra-da-avó-de-alguém. E aí se vão hordas de pessoas enlouquecidas destinadas a procurar até nos caras errados alguém pra dizer que não tá sozinha. Burros n'água com certeza. Apenas umas poucas não caem na pilha e deixam que a Providência faça o que seu nome diz e esperam.Se você tá namorando, todo mundo te pergunta quando o "bófio" (roubei da Nathy) vai parar de te enrolar ou porque você não arruma outro namorado - afinal logo você faz 30 anos e "precisa" (sic) ter filhos cedo. E é um tal de parente que dá palpite, que só a misericórdia divina pra dar paciência. Mas já era: foi plantada a sementinha da maldade, e você começa a se perguntar: "e se for verdade?". Pronto. Acabou a sua festa.Se você já é casada, tudo gira na mesma pergunta: "E aí, quando vai fazer a 'encomenda'?". Ao menos isso é mais fácil de administrar ou de dar um fora mais educado no intrometido...
- Idade
Aos 25 anos começam a aparecer as tão faladas linhas de expressão. Você mora sozinho e tem um espelho ennorme no quarto... e dá a volta pra não olhar pra ele. Já ví marmanjo "cabra macho" que se rendeu aos creminhos milagrosos da Avon que prometem acabar com todas elas. Elas então, nem se fala. Cosmético vira vício, você compra um para o ressecamento da área dos olhos, outro pra oleosidade do queixo, outro pras linhas da testa. Isso sem falar dos para celulite - que começam a pipocar, os dos pés, os das mãos (elas são o maior X-9 que existe da idade). Daí começa a vigiar freneticamente os primeiros fios de cabelo branco e arrancar sem dó nem piedade. Mas quando começa o massacre, não tem jeito: tinta neles.Acho que hoje eu entendo porque alguns homens dizem que as mulheres de 30 são mais interessantes que as de 25... como elas já estão lá, viram que isso tudo é uma besteira tão grande que resolveram chutar o balde e cair na gandaia. Não querem saber de sentir receio dos "enta" chegando, querem apenas curtir... apenas viver a idade, sem se preocupar com ela.Eu decidí que não vou lutar contra o inevitável. Minhas prioridades são minhas e de mais ninguém - ninguém vai pagar minha conta ou lavar a louça no final. E pra comemorar o início da minha prematura libertação aos padrões impostos, comprei um vaso de flores rosas e coloquei na minha mesa. Por algum motivo, todos me perguntam se é meu aniversário. Quem sabe seja...

©2007 '' Por Elke di Barros